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O Espírito Natalino alimenta a chama que faz-nos a- creditar que as pessoas podem ser melhores, que não é preciso ter medo de se emocionar, que podemos ser solidários e oferecer uma convivência pacífica atra- vés do que há de mais elevado em nosso espírito e
nossa alma.

Natal é tempo de deixar pulsar mais forte o coração, jogar fora mágoas, ressentimentos e rancores. É tem- po de perdoar e pedir perdão, acreditando no Senhor e na força que emana do seu poder, sonhando com um mundo melhor e mais fraternal. Por isso, peço-te des- culpas e perdão pelas vezes em que te magoei ou ofendi, quando fui indelicada, inconveniente ou intran-sigente.

Natal é tempo de acreditar e recomeçar, com criati- vidade, idéias inovadoras, determinação, força de vontade, disciplina, respeito e fé. É tempo de resgatar as doces lembranças e delas tirar forças e sabedoria para perdoar.

Que o Natal seja abrilhantado com a mesma luz que um dia serviu de lume para anunciar a boa nova, dando-lhes saúde, paz e prosperidade.


Feliz Natal!!

Abraços apertados,
beijos no coração!!

Lélia-LMSPP



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Enfeites de natal

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- Literalmente sou apaixonada por ornamentos natalinos. Bem no centro de Pittsburgh tem uma loja de departamen- tos (Macy's), 9 andares, imensos, divinamente planejados para seduzir o cliente.. Se, não fosse a maldita conversão do dolar para o real, teria feito a festa. Mas sabe como é, alegria de pobre dura pouco rsrs

- Enquanto as madames trazem muamba para vender para as "amigas", trouxe uma mala cheinha de enfeites de natal. Só eu mesma para fazer isto kkkkkkkk

É quase NATAL!!



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Depoimento da Mamãe Noel Paraense

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Depoimento da Mamãe Noel Paraense:






Sempre tive vontade de conhecer essa tal de Daslu. Já que estava em São Paulo, por que não ir? Ainda mais depois que me disseram que lá não existe nenhuma peça que custe me- nos de três dígitos, resolvi dar uma de São Tomé e ver para crer.

A entrada já foi um problema. O segurança perguntou pelo meu carro - ou motorista. Quem já foi, sabe muito bem: na Daslu - acreditem - não se entra a pé, somente motorizado. Fingi que não era comigo e entrei.

Fui recepcionada por uma loira escultural, com sorriso de anúncio de dentifrício, uma sósia escrita e escarrada da Ana Hickman - com direito a 1m30 de pernas, chapinha no cabe- lo, olho azul e muito mais.

"Where are you from?".
"Belém do Pará".
"I beg your pardon!"

Tava na cara que eu não era paulistana. Mas daí a me con- fundir com gringo já é demais. Eu lá tenho cara de estran- geiro? Como um cão sabujo, onde eu ia, ela ia atrás.

Dos milhares de itens que admirei boquiaberta, um em par- ticular me encantou: uma bolsa a tiracolo Prada, pra lá de maneira, que imaginei que coubesse no meu orçamento. Ressabiado, indaguei o preço.

"Nove, apenas nove. E o senhor pode dividir em três vezes no cartão".
"Nove o quê?"
"Nove mil..."
"Égua!"

A pequena ficou tão assustada com minha reação que che- guei a pensar que fosse chamar os seguranças. Mas não. Acho que ela sacou que daquele mato não sairia cachorro, no máximo um carrapato. Fechou a cara, deu meia-volta e sumiu. Já que estava na chuva, resolvi me molhar.

Entrei num salão onde só tinha Armani. Como já estava enturmada, perguntei o preço de um "vestidinho" de festa. Adivinhem? 100.000 pilas. Tu és doido! Uma estola de zibe- lina?60.000 .Fico imaginando quantos bichinhos foram sa- crificados para esquentar o lombo de uma madame. Um bla- ser Ermenegildo Zegna (isso lá é nome de grife?), 13.000. Um óculos Gucci, 4.500. Uma cuequinha básica do Valentino, 260. Com direito a ouvir essa pérola do vendedor: "Leve lo- go meia dúzia, tá na promoção!". Imaginem quanto ela custava antes.

Na adega climatizada não foi diferente. Um Romaneé-Conti, safra 2000 (aquele do Lula) estava por módicos 8.000 reais. Uma garrafa de Johnnie Walker Blue, envelhecida 80 anos - uma das raras existentes no planeta, 55.000.

Fiz as contas e verifiquei que, no final, saí no lucro.. Vi gen- te famosa, coisas bonitas, tomei mineral Badoit, Capucci- no, Prosecco, ChampanheTaittinger, fartei-me de canapés, fois gras, blinis com caviar (não era Beluga). Sou dura, mas sei o que é bom. Até confit de canard tracei. De quebra, pro- fiteroles e apetitosos bombons trufados..

Depois de conhecer quase tudo, descobri que a Daslu é uma espécie de zoológico sem grades. Só que os bichos somos nós. Eu e você.

Acabado, me esparramei num confortável sofá. Enquanto es- perava o resto da turma chegar, abri um livro e relaxei. Mal virei a segunda página, dois novos ricos falando alto, com mais sacolas do que mãos, sentaram ao meu lado esno- bando:

"Amanhã vamos para o nosso haras em Catanduva. O ré- veillon será no Guarujá".

Me deu uma raiva...

Peguei meu celular e resolvi mentir um pouco:

"Rudolph, não encontrei nenhum 'Summer' para o réveillon. Abastece o jatinho. Partimos amanhã cedo para Paris. Essa Daslu tá um lixo!"

A cara que os dois fizeram, não tem preço...


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Papai Noel ao chegar em casa diz à Mamãe Noel:


- Querida, hoje vou amar-te!

Resposta da mamãe:

- Por mim você pode ir a Marte, Júpiter e até à puta que pa- riu, desde que me deixe dormir em paz!




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Papai Noel Também é Cultura

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Papai Noel
Também é Cultura:



Algumas informações úteis sobre o corpo humano:


- A comida leva sete segundos para ir da boca ao estômago.

- Um fio de cabelo agüenta o peso de 3 kg.

- O tamanho médio do pênis é três vezes o comprimento do polegar.

- O fêmur é mais forte que concreto.

- O coração da mulher bate mais rápido que o do homem.

- Existem aproximadamente um trilhão de bactérias em ca- da pé.

- As mulheres piscam duas vezes mais que os homens.

- O peso médio da pele é duas vezes maior que o do cérebro.

- Seu corpo utiliza mais de 300 músculos para manter o e- quilíbrio quando está parado em pé.

- Se a saliva não consegue dissolver algo, não se consegue sentir seu sabor.

- As mulheres que estão lendo este texto já terminaram.

- Os homens ainda estão ocupados medindo seus polegares.

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Natal Informático

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Natal Informático


Dê um CLIQUE DUPLO neste NATAL!
ARRASTE JESUS
para seu DIRETÓRIO PRINCIPAL,
SALVE-O em todos seus ARQUIVOS PESSOAIS,.
SELECIONE-O como seu DOCUMENTO MESTRE..

Que ele seja seu MODELO
para FORMATAR sua vida:
JUSTIFIQUE-a e ALINHE-a
À DIREITA e à ESQUERDA,
sem QUEBRAS na sua caminhada.

Que JESUS não seja apenas
um ÍCONE, um ACESSÓRIO,
uma FERRAMENTA, um RODAPÉ,
um PERIFÉRICO,
um ARQUIVO TEMPORÁRIO,
mas o CABEÇALHO,
a LETRA CAPITULAR,
a BARRA DE ROLAGEM
de seu caminhar.

Que Ele seja a FONTE de energia
para sua ÁREA DE TRABALHO,
o PAINTBRUSH
para COLORIR seu sorriso,
a CONFIGURAÇÃO de sua simpatia,
a NOVA JANELA para VISUALIZAR
o TAMANHO de seu amor.

No seu dia-a-dia, seja Ele
o PAINEL DE CONTROLE
para DESFRAGMENTAR sua vida,
fazer DOWNLOAD de seus sonhos
e OPTIMIZAR suas realizações.

DESATIVE seu egoísmo,
COMPACTE suas liberdades,
CANCELE seus RECUOS,
e DELETE seus ERROS.

COMPARTILHE seus RECURSOS,
ACESSE o coração de seus amigos.
e ESCANEIE para eles
o que você tem de bom.

Não deixe à MARGEM ninguém,
ABRA as BORDAS de seu coração
e REMOVA dele o VÍRUS do desamor.

Antes de SAIR,
coloque JESUS nos seus FAVORITOS
e seu NATAL será o ATALHO
para sua felicidade!

CLIQUE agora em OK
para REINICIAR e ATUALIZAR
seus CONTEÚDOS!

(Gerardo Cabada Castro)



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Virgem ou Não?

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Virgem ou Não?




A família jantava tranqüila quando, de repente, a filha de 11 anos comenta:

Tenho uma má notícia... Não sou mais Virgem! Sou uma va- ca! E começa a chorar, visivelmente alterada, com as mãos no rosto e um ar de vergonha. Silêncio sepulcral na mesa.

De repente, começam as acusações mútuas:

Isto é por você ser como é! - marido dirigindo-se à mulher - Por se vestir como uma puta barata e se arreganhar para o primeiro imbecil que chega aqui em casa. Claro que isso tinha que ocorrer, com este exemplo que a menina vê todo dia!

E você - pai apontando para a outra filha de 19 anos - que fica se agarrando no sofá e lambendo aquele palhaço do teu namorado que tem jeito de viado. Tudo na frente da me- nina !

A mãe não agüenta mais e revida, gritando:

E quem é o idiota que gasta metade do salário com as putas e se despede delas na porta de casa? Pensa que eu e as me- ninas somos cegas? E além disso,que exemplo você pode dar se, desde que assinou esta maldita TV a cabo, passa to- dos os finais de semana assistindo a pornôs de quinta cate- goria e depois se acaba no banheiro, com direito a todos os tipos de gemidos e grunhidos?

Desconsolada e à beira de um colapso, a mãe, com os olhos cheios de lágrimas e a voz trêmula, pega ternamente na mão da filhinha e pergunta baixinho:

Como foi que isso aconteceu, minha filha?

E, entre soluços, a menina responde:

A professora me tirou do presépio! A Virgem agora é a Va- nessa, eu vou fazer a vaquinha...





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Arnaldo de Natal

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Arnaldo de Natal





Arnaldo entrou em casa e tropeçou violentamente num en- feite de Natal. Aí é que se lembrou, realmente. Era Natal.

- É Natal, Arnaldo! Paz e felicidade.
Gritou a mulher, balançando nas mãos uns enfeites da ár- vore de Natal, que ela arrumava.

- Pois é. Estou vendo.

- Já comprou todos os presentes, Arnaldo? Não vai fazer que nem o último ano, que você deixou tudo pro último dia...

- Ih, esqueci mesmo... essa cabeça...

- Ah, Arnaldô! Assim não é possível, né? E agora? As cri- anças vão ficar sem presente?

- Não. Não vão, querida. Estou falando que não, por que não acredita? Dá um tempo, tá? Dá um tempo. Acabei de chegar do trabalho...

- Você trata de falar direito comigo, seu folgado. Senão eu te bato, safado. E aí, gostou da árvore?

- Ai meu Deus...

Arnaldo achava o Natal meio chato, porque tinhas más lem- branças de seus primeiros natais.


Quando ele era um pequeno garotinho gordinho, com uns oi- to anos, houve um Natal na casa dos avós e havia um Papai Noel também. Arnaldinho estava metido num lindo conjun- tinho mirim que sua mãe lhe comprara especialmente para o Natal, e do qual Arnaldo não gostava nem um pouco. “Mais é di minina, mamãe! É di minina!”. A mãe nunca dava bola às observações do pequeno. E na verdade a roupa era fe- minina, mesmo.

Quando a festa esquentou, as crianças estavam no clima eu- fórico da chegada do Papai Noel. Arnaldo e seus priminhos brincavam e brigavam junto à árvore de Natal, enquanto os pais, tios e avós, adultos muito honrados, falavam besteiras na mesa na sala de jantar. E comiam. De repente chega o tio Gustavo vestido a caráter e cheio de presentes num sa- co. Todo fantasiado, e orgulhoso da barriga de cerveja que lhe garantia as características para ser o Noel.

- Olha lá! O Papai Noel. Disse uma das tias, mal sabendo dis- farçar num tom convincente, enquanto mordia um panetone.

- Vai lá, Arnaldinho. Fala com ele, ele tem um presente pra você. Disse a mãe de Arnaldo, empurrando o filho.

- Tô cum medo, mamãe. Arnaldo estava quase chorando. A cara do Noel parecia-lhe um tanto assustadora.

- Deixa de besteira, vai lá.

Todas as crianças se divertiam no colo do velhinho, e Ar- naldo permanecia afastado, chorando. Logo as crianças co- meçaram a zombar dele, rindo de seu medo inexplicável de Papai Noel.

O Papai Noel (tio Gustavo) viu pra que lado as coisas iam e foi buscar Arnaldinho pra vir se juntar ao grupo. Levantou-se, deu a mão a ele e chamou. Arnaldo saiu correndo e não viu a árvore de Natal no meio do caminho. O Papai Noel per- deu o equilíbrio e caiu junto com ele no meio dos pre- sentes e da árvore, que logo foi ao chão.

Foi pura catástrofe. Todos ficaram pasmos. O milagre de Natal fora destruído. Toda a magia e alegria tão cuidadosa- mente preparados para as crianças estavam agora reduzi- dos a uma criança chorando que nem louca e um Papai Noel bêbado rolando pelo chão e com dificuldade para se le- vantar.

- Ajuda aqui. Ai. Meu Deus, estou preso!

- Socorro, mamãe! Tô cum medo!

- Ai, os presente, pega os presente! As criança! Elas vai tu- do discobri o segredo di Natal!

- Essas crianças...

- Vergonhoso...

- Feliz Natal, meus queridos!

- Dá o peru.

- Que peru? Não tem peru.

- Pega o tio Gustavo, ele não tá respirando!

- Pega a câmera!

- Lá lá lá... dingowbell...

- Feliz Natal!

E assim foi se desenrolando um dos piores natais da in- fância de Arnaldo. Ele agora se lembrava de cada detalhe, de cada palavra, cada gesto dos familiares naquela noite. Ficara traumatizado para sempre. E começou a se lembrar também de outras ocasiões, como aquele Natal em que ele urinou nas calças, aos seis anos, e aquele em que vomitou no meio dos presentes.


Isso provocou pânico imediato em Arnaldo, porque quando a data se aproximava ele sempre ficava encucado. Ainda mais porque tinha que comprar os presentes.

Afinal chegou o dia da véspera. Toda aquela ladainha te- diosa e repetitiva de Natal. A TV mostrava exaustivamente os anúncios mostrando tão belamente os enfeites, as luzes, a comida, e, principalmente, os brinquedos...

Arnaldo tinha ido no dia anterior na loja de brinquedos do shopping, e, é claro, já não achou mais nada de interes- sante para se comprar. Sempre deixando pra última hora...

À noite, a família inteira estava reunida na casa da mãe do Arnaldo, a avó da família. Eram quinze familiares, mais os amigos e vizinhos inoportunos ou sem família. Toda aquela euforia de Natal começou. Os sobrinhos e netos corriam por todos os cantos, ora derrubando copos no chão, ora ficando presos no banheiro. Arnaldo conversava com Júnior, seu ir- mão mais velho, mas parecia nem prestar atenção, de tanta preocupação. Mantinha os olhos fixos na árvore, trêmulo e pensativo.

Alguém veio lhe dizer que ele fora escolhido para fazer o discurso de Natal no início do jantar. Ele ficou branco. No mínimo, ninguém queria se comprometer e acabaram por escolher o mais inocente dos adultos para falar. Mas falar o que? Sobre o que? Sobre quem? Arnaldo teve dor de barriga.

- Você está bem, Arnaldo?

- Não. Quer dizer... claro que estou... é Natal! – fingiu ele, com a maior cara de dor de barriga.

Chegou a hora da ceia, todos reunidos na grande mesa, e famintos. O discurso não podia ser muito longo, senão todos logo começariam a reclamar. E Arnaldo não sabia o que ia dizer.

Ele se levantou de seu lugar, bem devagar, para ir ganhan- do tempo, para adiar sua ruína. Pigarreou, ajeitou a camisa, fingiu que abotoava um botão. Pigarreou de novo, tossiu, se engasgou. Alguns se levantaram. Quando ele engasgava, era coisa séria. Pronto. Era só o que faltava. Tossiu tanto que acabou engasgado.

Bateram nas costas dele, fizeram ele olhar para cima, as- sustaram ele, fizeram reza, benzeram um copo d’água e viraram líquido pela garganta dele. Ele cuspiu tudo e ficou vermelho que nem uma pimenta, querendo falar e não con- seguindo. Tudo virou baderna. As crianças já não estavam mais na mesa, as tias conversavam, e os tios discutiam:

- Tem que bater nas costas.

- Não, eu sou médico, tem que jogar água quente na nuca.

Jogaram água quente e Arnaldo deu um pulo até o telhado, caindo novamente em seguida na cadeira, e derrubando os copos.

- Você queimou ele!

- Eu sou médico!

- Reza um credo.

- Credo!...

- Você viu o último capítulo da das oito?

- Perdi. Mas eu vi a das seis, que tem aquele garoto que é um broto.

- Credo!...

- Vocês também estão com calor?

- Batata, passa o Juquinha! Opa...!

- Ai meu Deus.

- Feliz Natal!

A noite transcorreu assim por um bom tempo. Não houve discurso algum, todos se esqueceram desta parte e ata- caram a comida. Arnaldo só foi melhorar duas horas depois, quando chegaram com mais um problema para ele:

- Escuta, Arnaldo, temos um problema – disse Tia Augusta, a mais chata de todas elas.

- Qual?

- O Mário tá com dor de barriga, está preso no banheiro há uma hora.

- Sério? Que que ele comeu?

- Arroz.

- Ah, claro, isso explica – Arnaldo não entendeu nada.

- Mas o problema não é este!

- Não?

- Não.

- E qual é, então? – Arnaldo já imaginava.

- Bom. O Mário ia se vestir de Papai Noel este ano, mas ele não vai poder, entende?

- Claro. Já entendi tudo.

Pronto. Com essa ele não contava. Arnaldo ia ser obrigado a se vestir e ser o Papai Noel, porque, se recusasse, ia ficar muito mal, iam começar a dizer que ele não se importa com as crianças... coitadas das crianças, etc...

- Ai meu Deus... e onde está a roupa?

Ele foi se trocar. A roupa era pequena pra ele, pois tio Mário era magrinho. Só faltava, na hora, o cinto arrebentar. Ele colocou a barba, o cabelo, o chapéu e tudo mais, e se pre- parou. Era hora. No auge da animação, Arnaldão entrou na sala onde todos estavam, fingindo estar alegre e carre- gando um saco de presentes.

Mas algo saiu errado. Eis que surge, na outra porta da sala, um Papai Noel igualzinho, só que mais magro. Era o Mário, que não sabia que seria substituído. Pânico geral entre os adultos. Os Papais Noéis se encararam como num duelo de faroeste, um em cada canto da sala. Duelo de Titãs.

- Ai meu Deus, as criança! Ai, as criança!

- Não acredito! O Mário! Esqueci de avisar pra ele! – gritou Tia Augusta, inconveniente.

- As crianças vão descobrir a farsa do Natal!

- Segurem um deles! Segurem um deles e taca pra fora da sala, agora!

- Vamos lá!

Os tios, querendo resolver a situação com muita inte- ligência, correram todos juntos em direção ao Arnaldo, que não entendia nada e ficara parado na porta. Todos eles caíram em cima dele ao mesmo tempo, derrubando Arnaldo no chão e iniciando a tragédia.

As crianças choravam, desiludidas com os falsos Papais No- éis, e os adultos se amontoavam no tapete, atrapalhados. Jogaram Arnaldo no banheiro, e tentaram controlar a situ- ação, mas não dava mais. Mário ainda tentou convencer as crianças, mas estas não acreditavam mais, ainda mais porque este Papai Noel era muito magro.

- Ele não é o Papai Noel! Está com os óculos do tio Mário!

- É mesmo!

- Ele esqueceu de tirar os óculos fundo de garrafa!

- Ah, não!

A véspera foi um fiasco, e o dia de Natal também. Foram inúmeras as gafes de Natal este ano, assim como todos os anos. Muitas coisas ainda aconteceram naquela noite depois do caso dos Papais Noéis, e no dia vinte e cinco a coisa foi pior ainda.

Quando os parentes de despediam, depois do almoço do dia seguinte, Arnaldo conversava com sua mulher, Ana Maria:

- Ana, eu juro que não venho mais para o Natal.

- Não diga isso, Arnaldo, por favor.

- Mas todo ano é a mesma história, não agüento mais!

- É, paciência, né?

- Mas ainda bem que acabou.

- Acabou nada. Esqueceu? Ainda tem o Ano Novo, querido.

Ele se engasgou.




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Carta da Raimunda ao Papai Noel

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Carta da Raimunda ao Papai Noel



Quem tá escreveno é Sivirino pruque num sei escrevê. Começa assim:


Quirido Pai Noel,


Pai Noel, é com o coração espetado por uma seta que pego na minha rude pena pra podê conversá.

Acho que o sinhô tá me sacaneano, Pai Noel, pruque desde Natal passado fiz um pidido e o sinhô fez uma confusão da muléstia.

Pedi assim: Pai Noel traz pra mim um gatão, lindão. Sabe o qui aconteceu? O sinhô se enganô e deixou ele pra vizinha, aquela disgraçada. E deixô pra mim um cachorrão. Um sem vergonha de cachorrão que abusô di mim, viveu na minha casa, comeu minha comida... Também comeu, Pai Noel... Dei- tô na minha rede, balançô pra lá pra cá e nem deu bola pro Zeca. Depois, robô minhas galinha, meu dinheirim e foi em- bora. Cachorrão dos inferno.

Agora, Pai Noel, bota os óculo dereito e traz meu gatão, aquele que mia alto pra daná. Ele pode fazê de tudo que num reclamo. Eu sô a Raimunda, aquela que todo mundo diz qui é feia de cara, mas é boa.... Pode me chamá de Mun- dinha, sou eu sim, mesmo. Tô me preparano pru Natal. Tirei todo bicho di pé, carrapati, piôi e lêndia, pra ficá formosa pra quan meu gato chegá. Limpei dentadura, lavei os suva- qui e pus prefume prá podê esperá. Aquela cocera que tinha naqueli lugá, já sarô.

Olha Pai Noel, aqui a ceia é jirimun, tapioca e uma paço- quinha arretada de boa. Se seu trenó quebrá, tenhu um jumentinho que pode carregá o sinhô pra qualqué lugá. Tô esperano, rezano pras Almas Aflita pro sinho acertá agora. Põe os óculo dereito.

Sivirino pede que adescurpe quarqué coisa. Estou esperano o sinhô, Pai Noel.

Assina:
Raimunda Custódia da Cruz, sua creada, a feia de cara e boa de bunda...
obrigada!

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Papai Noel Adverte:

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Papai Noel Adverte:

Escolher o homem errado é prejudicial à saúde!




Para achar o homem perfeito, é preciso seguir algumas re- comendações básicas, compare a peça em questão com um carro:


1º) Verifique o interior. Não se iluda com o design.

2º) Verifique o ano. Os muito novos ainda precisam ser a- maciados. Os muito rodados, além de "pegar os vícios" dos donos anteriores, costumam dar muito problema mecânico.

3º) É estável? Ou balança quando se depara com qualquer curva?

4º) Obedece ao comando com facilidade? É ágil ou demora a responder?

5º) É muito importante verificar a alavanca de câmbio. De- ve ser robusta. Faça o teste: engata com facilidade ou cos- tuma emperrar?

6º) Fuja do que é movido a álcool.

7º) Evite os muito barulhentos ou que emitem ruídos de- sagradáveis como roncos de motor e escapamentos des- regulados.

8º) O motor mantém temperatura constante? Ou esquenta rapidinho, percorre pequena distância e morre logo em se- guida?

9º) Leve para um Test-Drive.


Se o espécime passou em todos estes testes e lhe agrada, lembre-se: Antes de comprá-lo, faça um contrato de locação.

- Use-o por um ou dois meses. Nesse período, podes ainda ter surpresas desagradáveis... e ai é só devolver!




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Filosofia de Papai Noel

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Filosofia de Papai Noel





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Tu és daquele que, ao longo de todo o dia:

É ativo como uma abelha?
Forte como um touro?
Trabalha que nem um cavalo?
E que ao fim da tarde se sente cansado que nem um cão?

Então meu filho, não tem salvação, o negócio é consultar um veterinário. Porque, é bem provável que tu sejas um grande burro.


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Papai Boel Também Faz Xixi

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Papai Noel também faz xixi... Será que ele tem uma casinha no trenó ou, tem um saco amarrado na ferramenta? Sei lá, há controvérsias, enquanto não chegamos numa conclusão, vamos ver em qual categoria podemos encaixar ele:


O tipo sociável.
- Vai com os amigos fazer pipi, quer ele sinta vontade ou não, afinal, é gratuito e promove a compreensão.

O tipo incomodado.
- Não pode fazer pipi se alguém o observa. Finge que per- deu a vontade e volta mais tarde.

O tipo nervoso.
- Seu zíper emperra. Ele fica irritado e rasga a frente da sua calca.

O tipo barulhento.
- Ele assobia, canta, arrota, peida e fala alto, tudo isto en- quanto sacode...

O tipo estúpido.
- Faz na calca, molha seu sapato e sai com o zíper aberto.

O tipo habilidoso.
- Faz pipi sem segurar o instrumento e ainda arruma a gra- vata

O tipo lunático.
- Abre seu casaco, tira a gravata e faz dentro da calca.

O tipo infantil.
- Olha no fundo do mictório e fica admirando as bolinhas...

O tipo exagerado.
- Abre cinco botões, apesar de dois serem suficientes.

O tipo idiota.
- Fica fazendo zig-zags no mictório.

O tipo Curioso.
- tenta sempre ver como os seus vizinhos são equipados.

O tipo desagradável.
- Fica falando em frente ao mictório, peida, tenta fazer pipi, mas não sai nada, peida de novo e sai falando palavrões...

O tipo hipócrita.
- Solta um peido silencioso, dá uma fungada e olha acusa- doramente para seu vizinho.

O tipo SNOB.
Fica a um metro do mictório e segura o pênis com as duas mãos.

O tipo porco.
- Encontrando todos os mictórios ocupados, faz pipi no chão mesmo como se fosse a coisa mais natural do mundo.

O tipo estrábico.
- Vai para frente do mictório, olha o mictório da direita e faz pipi no mictório da esquerda.


Com tantos Papai Noel por aí, deve estar faltando alguma categoria para o nosso bom velhinho.




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Papai Noel Não é Macho

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Papai Noel Não é Macho




Tadinho do papai Noel, ele nunca poderá chegar numa con- venção mundial de noeis e dizer que é macho com M mai- úsculo, porque:

Não pode nunca chegar bêbado em casa, muito menos com o colarinho cheio de marca de batom porque, no mínimo, a mamãe Noela vai recebê-lo com uma vassoura na mão e seis duendes para verificar o saco. Além disso, o bom ve- lhinho nem pode cogitar a possibilidade de perguntar para a Noela se a vassoura que ela tem nas mãos é para voar ou varrer.

É, macho que é macho come o mel e ainda chupa a abelha. Não tem jeito, papel Noel não é macho, além de ter que an- da com um bando e veadinhos, ainda é controlado por duen- des e uma mulher que mantém as rédeas curtas.



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Desculpas de Papai Noel

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Desculpas de Papai Noel:




- Não posso ficar para ceiar, preciso visitar outras casas, mas vou aceitar só um pedacinho!

- Que saco, essa roupa não para de encolher!

- Eu não como muito... o problema é que tenho tendência pra engordar!

- Eu só fiquei gordo porque parei de fumar.

- Essas cadeiras são de péssima qualidade, quebram por qualquer coisinhaaaaa..

- O quê? Essa balança tá maluca?

- Vou comer esse doce só pra tirar o gosto do salgado.

- Essa loja é uma droga, nunca tem roupa do meu tamanho.

- Hoje tô me sentindo tão fraco... vou comer mais alguma coisinha.

- Eu juro, segunda-feira começo o meu regime.

- Não posso ficar para ceiar, preciso visitar outras casas, mas vou aceitar só um pedacinho!

- Que saco, essa roupa não para de encolher!

- Eu não como muito... o problema é que tenho tendência pra engordar!

- Eu só fiquei gordo porque parei de fumar.

- Essas cadeiras são de péssima qualidade, quebram por qualquer coisinhaaaaa..

- O quê? Essa balança tá maluca?

- Vou comer esse doce só pra tirar o gosto do salgado.

- Essa loja é uma droga, nunca tem roupa do meu tamanho.

- Hoje tô me sentindo tão fraco... vou comer mais alguma coisinha.

- Eu juro, segunda-feira começo o meu regime.




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Dia vinte e quatro de dezembro. Papai Noel preparava-se para descer a ducentésima milésima primeira chaminé da ci- dade de Dreamisover. A neve caía intensamente e o seu sa- co vermelho já estava todo puído de tanto sobe-desce por torres estreitas e mal-projetadas.

Aquela era a última empreitada do ano. Quando colocou a sua primeira coxa para dentro daquele buraco apertado, foi que pôde perceber que estava diante de uma situação ex- tremamente peculiar, pois o projetista daquela chaminé mal tinha deixado espaço para sair a fumaça da lareira.

Vendo que nem o seu tornozelo conseguia passagem, bem que lhe deu vontade de jogar um barro por aquele buraco inútil, mas se conteve e decidiu entrar na casa por cami- nhos alternativos, pois, afinal de contas, aquela era a última casa a ser visitada e não seria aquele fato o motivo para que ele não cumprisse a sua meta anual de visitas aos lares existentes no mundo.

Desceu o telhado e foi com muito cuidado até a janela dos fundos da casa. Era uma hora da manhã e, com toda caute- la, ele conseguiu abrir a janela. Estava muito escuro. Ele pulou para dentro e ficou parado por alguns minutos, até que a sua visão se acostumasse com a escuridão. Passados cinco minutos, já lhe era possível ver o caminho que dava acesso à porta do quarto, por onde passaria para poder chegar até a sala e deixar os presentes.

Tudo estava correndo às mil maravilhas. Papai Noel conse- guiu chegar até a sala e deixou os presentinhos embaixo da árvore de Natal. Para voltar, fez o mesmo percurso. Quando já se preparava para pular a janela de volta para a rua, es- cutou um gemido vindo de dentro do quarto. A pessoa mur- murava “Noel, eu te amo! Vem aqui, meu amor, que eu que- ro te fazer uma surpresinha”.

Curioso com aquilo, Papai Noel aproximou-se da cama para ver quem estava falando aquilo e foi sumariamente envol- vido por um abraço, ao tempo em que a pessoa chegava até seu ouvido e começava a lhe roçar a língua quente, ávida por amor. Papai Noel tentou se desvencilhar, mas as mãos sensuais agarraram-no e arrastaram-no para a cama, reti- rando-lhe aquelas vestes calorentas e fora de moda, dei- xando o bom velhinho somente de ceroula.

A voz feminina continuava gemendo para ele, fazendo mas- sagens nas suas regiões pudicas. Papai Noel, que estava prestes a terminar um dia de trabalho extremamente exa- ustivo, começou a ceder diante daquela carícia feminina tão intensa. Afinal de contas, ninguém é de ferro, nem Papai No- el. “Calma, minha filha. Eu vou te mostrar o que o seu Noel é capaz de fazer”.

Tirando a ceroula, jogou-se por cima do corpo lânguido da mo- ça que, excitada, só queria saber de ficar gritando o nome dele. “Você é demais! Eu te amo! Aaaaahh!!”. Os dois viraram um só e o bom velhinho começou a transar com a moça.

Na sua cabeça, involuntariamente, aparecia a estrofe “eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel”, de uma cantiga natalina muito conhecida. Na cama, ele mostrava que realmente era um sujeito bom de saco. No clímax, os dois sentiram os prazeres da carne simultaneamente. No momento do orgasmo, a moça foi para a Lapônia e Papai No- el ao delírio. Finalmente, eles chegaram ao fim de um pra- zer jamais experimentado pelo bom velhinho antes.

A moça, com aquela voz sensualíssima, ainda gritava algu- mas palavras de amor, enquanto Papai Noel levantava-se da cama para vestir de novo os seus trajes obsoletos. Antes de sair, o velhinho resolveu ligar a luz para conhecer a fisi- onomia da pessoa que lhe proporcionara o Natal mais feliz de sua vida. Quando acendeu a lâmpada, a mulher olhou pa- ra ele e ficou mais branca do que a sua própria barba.

-Você não é Noel! Você não é Noel! Socoooorroooo!

Ele implorou para que ela se acalmasse, pois ele era o Noel. A moça, imediatamente, foi ao telefone e pediu urgente a presença da polícia na sua casa, pois um velho descarado havia entrado na sua residência, dizendo ser o seu marido, Noel de Almeida, que havia ficado de voltar mais cedo do seu trabalho de turno para passar a noite de Natal com ela.

Papai Noel, com toda lisura de sua consciência, resolveu ficar por ali até que a polícia chegasse. Acabou sendo preso e levado para a cadeia, sem direito a cela especial, pois não tinha diploma de nível superior.

Depois daquele dia, nunca mais Papai Noel foi o mesmo.


- Cacilda, o fim deste conto está meio fraquinho, faltou pi- menta..





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Estavam uns garotos brincando no pátio da igreja em época natalina, quando um deles sem querer, esbarra num dos bo- necos do presépio e parte-o.

Passado alguns minutos chega o padre:


- Quem é que quebrou o pastor?

Todos ficam muito calados até que, depois de muita insis- tência o culpado se acusa.

- Então tens de pagar o estrago.

- Eu não tenho dinheiro senhor padre.

- Então paga o teu pai.

- Eu não tenho pai.

- Paga a tua mãe!

- Também não tenho mãe...

- Então não tens ninguém? És sozinho no mundo?

- Não! Eu tenho uma irmã mais velha.

- Pronto, paga ela.

- Ela também não pode pagar, não tem dinheiro. É freira.

- Não se diz freira; diz-se esposa de Cristo.

- Ah, então o meu cunhado que pague!...




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Papai Noel é Uma Farsa?

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Papai Noel é uma farsa?





Não sei como Papai Noel ainda não foi preso. Ele dá muita bandeira. Não quero desmontar as suas fantasias natali- nas, Juquinha, mas ninguém me tira da cabeça que Papai No- el é um baita criminoso.

Vem cá, de onde vem toda aquela muamba? Para mim é tu- do roubado. E se não é roubado, é contrabando. Alguém já viu Papai Noel andando com nota fiscal? É uma Eliana Tran- chesi de barba. Ele vem do Pólo Norte trazendo um monte de tranqueira e ninguém da Polícia Federal pede para dar uma olhadinha no trenó?

Qualé? Se eu tento sair de Foz de Iguaçu com uma caixa de pilhas já sou enquadrado. Papai Noel tem esquema na Polí- cia Federal, pode crer. É por isso que você nunca ganha o que pede. Sabe aquele playstation que você pediu no ano passado? Deve estar na casa de algum delegado.

Ele também deve ter esquema com tráfico. A tal fábrica de brinquedos no Pólo Norte só pode ser fachada. Como o ve- lho sustenta a estrutura? E de onde surgiram aqueles duen- des? Aliás, duvido que sejam duendes. Duendes não exis- tem. Só a Xuxa acredita neles. É tudo criança em regime de escravidão.

Hummm, tem também aquele lance de chamar as crianças para sentar no colo. Sei... Perfeito truque para um pedófilo. E as renas? Sacanagem, elas arrastam o trenó na base do chicote. Caceta! Papai Noel além de explorar animais é sado- masoquista!

E ainda fica rindo na nossa cara, o sem vergonha. Ho-ho-ho!

(Walter Carrilho)


- Ai iai, este cara odeia Papai Noel. Sei não, acho que é tesão recolhido mesmo.



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Eu já vi um Papai Noel contente...

Eu já vi um Papai Noel sem dente...

Eu já vi um Papai Noel dormente...

Eu já vi um Papai Noel demente...

Eu já vi um Papai Noel doente...

Eu já vi um Papai Noel comer gente ...

Eu já vi um Papai Noel na patente...

Eu já vi um Papai Noel semente...

Eu já vi um Papai Noel sorridente...

Eu já vi um Papai Noel latente...

Eu já vi um Papai Noel agindo cruelmente...

Eu já vi um Papai Noel incoerente...

Eu já vi um Papai Noel prudente...

Eu já vi um Papai Noel carente...

Eu já vi um Papai Noel vidente...

Eu já vi um Papai Noel inconveniente...

Eu já vi um Papai Noel crente...

Eu já vi um Papai Noel sem mente

Eu já vi um Papai Noel consciente...

Eu já vi um Papai Noel corrente...

Eu já vi um Papai Noel que mente...

Eu já vi um Papai Noel inconsistente...

Eu já vi um Papai Noel temente...

Eu já vi um Papai Noel abrindo a mente...

Eu já vi um Papai Noel dependente...

Eu já vi um Papai Noel agente...

Eu já vi um Papai Noel independente...

Eu já vi um Papai Noel sapiente...

Eu já vi um Papai Noel reticente...

Eu já vi um Papai Noel insipiente...

Eu já vi um Papai Noel beber detergente...

Eu já vi um Papai Noel impertinente...

Eu já vi um Papai Noel saliente...

Eu já vi um Papai Noel gerente...

Eu já vi um Papai Noel valente...

Eu já vi um Papai Noel decente...

Eu já vi um Papai Noel chamado Vicente...

Eu já vi um Papai Noel agir Nerdmente...

Eu já vi um Papai Noel de frente...

Eu já vi um Papai Noel cadente...

Eu já vi um Papai Noel adjacente...

Eu já vi um Papai Noel ascendente...

Eu já vi um Papai Noel inteligente...

Eu já vi um Papai Noel delinquente...

Eu já vi um Papai Noel diferente...

Eu já vi um Papai Noel serpente...

Eu já vi um Papai Noel auto-suficiente...

Eu já vi um Papai Noel indecente...

Eu já vi um Papai Noel incandescente...

Eu já vi um Papai Noel pungente...

Eu já vi um Papai Noel coerente...

Eu já vi um Papai Noel inconsciente...

Eu já vi um Papai Noel clemente...

Eu já vi um Papai Noel consistente...

Eu já vi um Papai Noel decadente...

Eu já vi um Papai Noel pertinente...

Eu já vi um Papai Noel deprimente...

Eu já vi um Papai Noel descendente...

Eu já vi um Papai Noel persistente...

Eu já vi um Papai Noel que mente...

Eu já vi um Papai Noel assistente...

Eu já vi um Papai Noel remetente...

Eu já vi um Papai Noel eloqüente...

Eu já vi um Papai Noel eficiente...

Eu já vi um Papai Noel deficiente...

Eu já vi um Papai Noel resistente...

Eu já vi um Papai Noel inexperiente...

Eu já vi um Papai Noel emergente...

Eu já vi um Papai Noel caliente

Eu já vi um Papai Noel conivente...

Eu já vi um Papai Noel polivalente...

Eu já vi um Papai Noel atendente...

Eu já vi um Papai Noel remanescente...

Eu já vi um Papai Noel suplente...

Eu já vi um Papai Noel descrente...

Eu já vi um Papai Noel inconsequente...

Eu já vi um Papai Noel regente...

Eu já vi um Papai Noel tenente...

Eu já vi um Papai Noel presidente

Eu já vi um Papai Noel insistente...

Eu já vi um Papai Noel que se sente...

Eu já vi um Papai Noel equivalente...

Eu já vi um Papai Noel congruente...

Eu já vi um Papai Noel efervescente...

Eu já vi um Papai Noel displicente...

Eu já vi um Papai Noel fluorescente...

Eu já vi um Papai Noel condescendente...

Eu já vi um Papai Noel experiente...

Eu já vi um Papai Noel que enfartaria se lesse tanta bobagem!

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Depoimento de um parido em 24/12

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Depoimento De Um
Parido em 24/12





Nascido em 24 de dezembro de 1980, passei anos a fio con- vivendo com as mesmas situações causadoras de desa- grado imenso. A começar pela data, em que muitos dizem ser belíssima, mas que só foi munição para os gozadores. Dos humoristas de plantão ouvia o batido escárnio que afirmava que eu sou veado e meio, pois nasci no dia vinte e quatro (número do animal galheiro no jogo do bicho) de doze (metade daquele número). Sempre acompanhado das risadas daqueles que escutam pela primeira vez a anedota do espirituoso da vez. Sendo eu obrigado a aturar esse constrangimento muitas vezes, o ano todo, todo ano.

Por outro lado, também é comum as pessoas exclamarem ser esta uma data abençoada e que ganho dois presentes. Pura balela! A começar pela benção da data, o dia sagrado é 25 de dezembro, quando nasceu o J.C.. A véspera é apenas uma preparação para tal celebração. As pessoas perdem o dia 24 arrumando suas casas e, por final, ceando em nome do Divino, enquanto que o papai aqui jamais poderá marcar uma festinha para o mesmo dia, sob pena de estar desres- peitando a ocasião cristã. Além de tudo apenas um presente me é ofertado, já que as pessoas precisam presentear quem lhe afeiçoa, por isso, nunca têm dinheiro para com- prar, no mesmo mês, dois presentes para mim.

Esses são os problemas que enfrento atualmente e até te- rapia já procurei para superar, mas o pior de tudo acon- teceu na minha infância. Além de nunca ter festejado em sala de aula com meus coleguinhas, posto que quando se dá meu aniversário já acabou o período letivo, eu também não tinha autonomia para escolher o tema de minha festinha. Enquanto a cada ano meus irmãos tinham uma decoração di- ferente e criativa, a minha obrigatoriamente tinha que se- guir a decoração natalina. Queria o kit festa da Turma da Mônica, ThunderCats, Trapalhões, Simpsons e etc. Mas sem- pre era forçosamente coagido a aceitar os enfeites de Papai Noel.

Mais estranho é o fato de que por muito, muito tempo, quan- do estudante primário, acreditei que a consagrada canção Noite Feliz fora composta em minha homenagem. Sentia-me lisonjeado ao ouvir meus colegas cantando no colégio e fi- cava constrangido em cantá-la, por achar que eu não deve- ria fazer parte de um coro que enaltecer-me-ia. “Pobrezi- nho nasceu em Belém…” era a frase que dava a dica e me fazia crer que o Deus do Amor, da letra, ninguém mais era do que eu, ainda mais sendo este nascido na noite natalina, quase coincidindo com meu nascimento.

Há cinco anos, bondosos e estimados amigos, solidarizados com meu sofrimento, instituíram o data de Páscoa, como de meu aniversário alternativo, no escopo de ajudar na supe- ração deste trauma. Embora minha família ainda mantenha a tradição do aniversário decembrino, convencionamos en- tre confrades a data da ressurreição do Senhor como uma espécie de renascimento meu. Logo também é comemorável e presenteável. Então não pensem que estou perseguindo Jesus, estou apenas me equiparando a ele em direitos. A fi- nal de contas eu também sou filho de Deus!

- O nome do autor será omitido para preservar a integrida- de emocional do mesmo..



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O professor barbudo entra na sala e o aluno solta:

-Ae professor, virou Papai Noel?

E o professor:

- É, mas não se preocupa não que tem concurso pra veadinho também.



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